O público de Curitiba pode encontrar, durante o mês de junho, nas praças Osório e Santos Andrade as já tradicionais Feiras de Inverno. As barracas trazem aos visitantes comidas típicas – brasileiras e estrangeiras –, produtos artesanais, objetos de decoração e artigos de Festa Junina.
Promovidas pelo Instituto Municipal de Turismo com apoio da Secretaria do Abastecimento, as feiras atraem curitibanos e turistas. Casal de Itu, município do estado de São Paulo, Orlei e Cristina contam que já haviam vindo a Curitiba durante a lua-de-mel, mas nunca tinham estado na Feira de Inverno. “O nosso hotel nos avisou que estava acontecendo essa feira e resolvemos vir conferir. Lá em Itu não tem feira assim”, conta Orlei.
Os produtos artesanais vão de cachecóis e tocas a chocolates eróticos, passando por tapetes, quadros e brinquedos. As voluntárias do Programa Comunidade Escola, da Secretaria Municipal de Educação, senhoras que ensinam mães de alunos da rede pública a fazerem artesanato, explicam que estavam lá desde às 9h da manhã. “Somos em 36 e cada dia quatro ficam aqui o dia todo, é bem cansativo”, conta Lúcia Ayabe. O cansaço, porém, não impede que ela e outros tantos vendedores de outras barraquinhas passem o dia dividindo o tempo entre as vendas e a produção de mais peças.
O paulista Ronaldo Araújo Resende descobriu a feira por acaso e ficou encantando com o trabalho das senhoras. Deslumbra-se com uma passadeira de crochê, que Dona Lúcia faz questão de colocar no chão, pois fica com “outro visual”. E explica ainda que é possível usar dos dois lados. “Se fica sujo de um lado, é só virar e usar o outro!”, comenta orgulhosa.
Comidas típicas atraem público
A grande atração da feira são, entretanto, as barracas de comidas típicas, situadas no meio da praça. O grupo de amigas Luana, Renata e Fabíola não se importou de entrar na imensa fila da barraca belga, que serve waffles com sorvete. Fila esta, aliás, que competia em tamanho com a da barraca italiana Mensa e Sputini. As meninas recomendam o lanche e afirmam “vale a pena esperar na fila”.
Espalhadas pelo coração da praça também podem ser encontradas iguarias árabes, chilenas, polonesas, bolivianas, japonesas, suíças, francesas e indianas. Para quem prefere um prato nacional, o leque de escolhas não é menor: comida indígena, gaúcha, do litoral, mineira, baiana e amazonense, isso sem falar na barraca do Pastel do Fofo, bem de frente para o Pastel da Gina.
Iguarias próprias dessa época do ano também não faltam. São cinco as barracas que vendem pinhão, pamonha, quentão e outros pratos juninos. A mais antiga é a do senhor Aroldo Cruz, que, ao som de música caipira, vende há 20 anos quentão com gemada, receita sua. “Tem que cozinhar o pinhão com sal quando é para consumo rápido”, faz questão de explicar entre um cliente e outro.
E nem os donos das barraquinhas “fixas” – aquelas independentes da Feira de Inverno – se sentem prejudicados. O movimento na barraca de cachorro-quente até aumenta, segundo o dono, e a venda da barraca vizinha, de tapiocas, não diminui, pois “o produto é diferenciado”.