Às vezes, a vontade de romper com a regra de que o lead tenha que ter as seis famosas perguntas – "O quê?", "Quem?", "Quando?", "Onde?", "Como?", e "Por quê?" –, deixa a matéria sem nexo. O desejo de alterar a forma de comunicar acaba sendo muito forçado e nem sempre a contextualização da informação a ser dada interessa ao leitor. Mas não foi isso que aconteceu em “A Arte de Ensinar” da editoria de UFPR. A idéia de contextualizar com a história da arte e sua importância no processo pedagógico na educação de crianças foi muito bem feita, pois fez o leitor compreender a importância do ensino de artes nas escolas antes de citar o projeto desenvolvido por algumas universidades, entre elas a UFPR. Além disso, a matéria estava muito bem apurada.
A isenção esteve presente em “Provar: esperança para alguns e preocupação para outros” e conseguiu deixar que o leitor formasse a sua própria opinião, onde cada lado parecia bem convicto do seu ponto de vista.
Em “Vestibulandos visitam Feira de Cursos e Profissões”, a cobertura estava bem abrangente, porém o intertítulo “O que fazer?” não deixa claro ao leitor que a continuidade da matéria se refere à escolha do curso de graduação que os estudantes de ensino médio pretendem fazer.
Na editoria Opinião, tanto “Relatos da vida no cárcere” quanto “Uma lição de História e coragem”, trouxeram temas pertinentes e foram abordados de forma completa e até reveladora.
Já em Comportamento o título “Sair para beber ou beber e não dirigir” está confuso. A dúvida entre sair para beber e beber e não dirigir não tem conexão nenhuma com a outra. Porém, a idéia de pegar dados da Copel, sobre a preservação dos postes foi ótima. Só senti falta de os personagens serem da UFPR, pois – em um assunto como esse – personagens dos campi não devem faltar.
Em algumas matérias, nem sempre é possível que alguns dos personagens sejam da UFPR. Uma delas é a “Do tempo do vovô”. Ela tratou muito bem do tema, e a idéia de disponibilizar os links dos clubes de colecionadores foi bem pertinente.
Em “Dor de cabeça: menos incômodo e mais conhecimento”, da editoria de Ciência & Tecnologia, apesar de a matéria estar bem feita, ficou uma dúvida no trecho “É o que explica o neurologista da UFPR Pedro Kowacs.” O personagem é professor da universidade ou atua como médico em algum hospital da UFPR?
Na editoria de Cultura, tanto a matéria “Crítica: Um mosaico de recordações” quanto em “Produtos culturais aproximam jovem do sexo” estão ótimas. A última, em especial, contou com várias fontes interessantes e que ajudaram a complementar a matéria. A única ressalva a ser feita é que a matéria não cita qual a disciplina ofertada no Departamento de Letras Estrangeiras e Modernas que trata do assunto.
No especial sobre as eleições da reitoria, a matéria “Assembléia não atinge quórum, mas discute posicionamentos dos estudantes na eleição”, um dos entrevistados esclarece o resultado da reunião, mas o repórter não diz se ele faz parte do DCE, se dirigiu a reunião ou se era apenas um dos presentes. Em “Comissão realiza primeiro debate das eleições”, a seguinte fala está incorreta: “O Conselho Universitário delegou as entidades realizar consulta, e as entidades decidiram pelo dia 27 (...)”. O certo seria “delegou as entidades a realizar a consulta”.
Na editoria de Esportes, a matéria sobre o badminton está muito bem elaborada. A única crítica a ser feita é no trecho: “Buco considera o badminton um esporte acessível, mas pouco divulgado. Bastianini concorda que existem barreiras para exercer a atividade, contudo o maior obstáculo é a aceitação das pessoas.” O Bastianini não concorda com o que foi dito por Buco. Para ele a barreira não foi a divulgação, mas sim a participação das pessoas.