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Jornal laboratório do curso de Jornalismo
da Universidade Federal do Paraná
Ciência & Tecnologia | Publicada em 15/10/08 às 16h24

A nova batalha do gigante

Google apresenta seu próprio navegador, o Chrome, que deve disputar com o da Microsoft
Reportagem Lina Hamdar
Edição Suelen Trevizan
google
Página inicial do Chrome traz uma lista dos sites mais visitados e integra as principal ferramentas do Google, como Gmail, Orkut e Youtube
Página inicial do Chrome traz uma lista dos sites mais visitados e integra as principal ferramentas do Google, como Gmail, Orkut e Youtube

No começo de setembro, foi lançado em mais de cem países a primeira versão do navegador gratuito Google Chrome. Esse browser foi criado com o propóstio de tornar a web mais rápida, fácil e segura com um design simples. Inicialmente, o navegador é compatível apenas com Windows Vista e XP, mas já estão sendo desenvolvidas versões para Mac e Linux.

O Google ganha com o novo navegador, pois pode incluir nele as funcionalidades mais apropriadas para suas aplicações na web. É o que aponta o professor do Departamento de Informática da UFPR Luis Carlos Erpen de Bona. Exemplo disso é o programa de e-mails do Google, o Gmail, que dá maior capacidade de armanezar mensagens. Caso semelhante é o do Adobe, que há poucos meses ofereceu uma versão do programa de edição de imagens Photoshop para ser usada diretamente no navegador. Isso mostra que para poder construir esses programas disponíveis na web é importante a ajuda de um navegador.

As novidades do Chrome

Sabe quando uma janela do navegador dá problema e trava todas as outras? Isso não deve acontecer no Chrome, pois cada aba é independente. Todos os navegadores mais recentes adotaram o recurso do aba – que foi trazido pela primeira vez pelo Firefox. Segundo o Bona, o principal motivo do sucesso é que os usuários querem manter várias páginas da web abertas ao mesmo tempo.

Uma característica que chama a atenção é a velocidade do Chrome. O navegador do Google tem um sistema que torna a navegação mais rápida sem troca de conexão com a internet. E, graças ao multiprocessamento, um site lento não irá prejudicar o resto da navegação. Outra inovação é o Omnibox, recurso de interface que agrega a barra de busca à barra de endereços. O usuário pode digitar o endereço que deseja ou apenas um termo de busca, e o Chrome leva ao lugar certo.

A opinião de usuários

O estudante Antonio Henrique Bastos Cordeiro, que utiliza o Internet Explorer (IE), testou o Google Chrome por alguns dias. Para Cordeiro, uma das principais vantagens do Chrome está no fato de não haver uma página inicial específica, e sim um menu que mostra os sites acessados ultimamente. Outra é utilizar uma barra só pra favoritos, pesquisa e sites. Além disso, o estudante comenta que o Chrome, por ter uma interface mais básica e ainda ter um pequeno suporte para componentes adicionais, é um pouco mais ágil do que o IE.

Quanto às desvantagens, ele retoma que o navegador do Google tem um suporte muito limitado para insatalação de componentes. “No início eu tive problemas com o Adobe Flash Player, mas, depois de algumas artimanhas, deu pra instalar”. O estudante também critica: “Ele não permite muitas configurações personalizadas, como o componente do tamanho do cache para os arquivos temporários e a organização de históricos. Também não há meios de desabilitar o recurso das miniaturas do guia rápido – as páginas mais visitadas. Em um computador compartilhado, isso significa privacidade zero.”

A estudante Manoele Luize, que já utilizou o IE e o Safari, também fez o dowload do Chrome para comparar. “O navegador que se diz o mais rápido do mundo não me pareceu muito diferente da velocidade do Safari, no entanto, com certeza é mais rápido que o Internet Explorer”, opina. Segundo ela, o novo navegador deixa a desejar na falta de uma barra de ferramentas superior, como nos outros navegadores. “Quando olho, tenho a sensação de que falta alguma coisa”, diz.

O que torna um navegador melhor?

Para Bona, um dos itens mais importantes em um navegador é a compatibilidade. “O navegador ideal seria capaz de mostrar corretamente todas as páginas da Internet. Hoje uma página abre bem com Firefox, mas não com Internet Explorer, e vice-versa”, exemplifica. Outro fator importante, segundo o professor, é a estabilidade e a segurança. “Um navegador que vive travando e fazendo perder todas as páginas é frustrante para o usuário. E ainda pior é se o navegador tem falhas de segurança que podem comprometer dados pessoais”.

Atualmente, o navegador mais utilizado é o Internet Explorer. Bona aponta dois motivos para isso: o IE é o que vem junto com o computador – e a maioria dos usuários não sabe que é possível utilizar outro navegador – e muitos desenvolvedores para web testam suas aplicações no IE, e logo o site acaba não funcionando bem em outros navegadores.



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