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Jornal laboratório do curso de Jornalismo
da Universidade Federal do Paraná
Especial - FTC 2007
Especial - FTC 2007 | Publicada em 25/03/07 às 21h49

Festival de teatro abre as cortinas para a arte circense

Peças que reúnem elementos teatrais e circenses divertem o público curitibano
Reportagem Carla Cursino
Edição Fernanda Trisotto
Divulgação
Cabaré Bambolê é uma das peças que explora a temática circense
Cabaré Bambolê é uma das peças que explora a temática circense

“Respeitável público…”. Muitas peças do Festival de Teatro de Curitiba poderiam começar seus espetáculos assim. Neste ano, a organização do festival reservou um espaço especial para a arte circense: várias são as apresentações que unem a magia lúdica do circo às cenas cômicas do teatro.

A maioria das peças que misturam teatro e circo é apresentada ao ar livre, onde os atores se tornam artistas de circo. É o que acontece no espetáculo Circo S/A, do grupo curitibano Cia. 2 Palhaços, em que dois palhaços fazem truques de mágica e de malabarismo. Outro exemplo é a peça Mutante Varieté, da companhia The Pambazos Broz, de Campinas. Nesta peça, os artistas reúnem comédia e números circenses. Um dos atores de Mutante Varieté, Paulo Kishimoto, diz que o grupo acredita na união do teatro com o circo. “Para a gente, a mistura da arte e técnica circenses com o teatro não pode ser algo virtuoso. Tem que haver um contexto. Então, tem circo, música, comédia e teatro”, afirma o ator.

Para as comédias circenses, a interação com a platéia é importante. “A gente sempre busca a interação com o público. A cada apresentação temos um público diferente, mas sinto que todos gostam. As pessoas se divertem, dão risadas”, conta Kishimoto. O economista Paulo Haag afirma que crê na aceitação do público. “Eu gosto desse tipo de apresentação. São formas diferentes de arte, mas ficam bem juntas. Acho que as pessoas se divertem, principalmente as crianças”. Haag atenta para a popularidade de apresentações com elementos teatrais e circenses em outros países da América Latina. “Vi essa mesma apresentação [Mutante Varieté] em Buenos Aires. Lá esse tipo de espetáculo ao ar livre e que mistura circo e teatro é muito popular. Você sempre vê essas peças nas praças, nas esquinas. Por aqui, a gente só vê durante o festival”, relata.

Além de Circo S/A e de Mutante Varieté, o Festival de Teatro de Curitiba possui outras comédias circenses. O grupo carioca Cia. Botero na Jacuzzi apresenta, no Teatro Celeiro, a peça Cabaré Bambolê, repleta de comédia, malabarismo, equilibrismo, música e bambolê. Já em Cus Cus Circus, da companhia mexicana Circus Cus, um único artista utiliza seu talento circense para divertir e entreter a platéia.

Arte circense também está presente nas feiras de oficinas

As oficinas do Festival de Teatro de Curitiba também possuem lugar para a arte circense. A escola experimental de circo TripCirco ministra a oficina Acrobacias Aéreas. Os objetivos da TripCirco são desenvolver nos participantes da oficina as expressões artísticas e o condicionamento físico através das acrobacias aéreas.

De acordo com a coordenação do curso, o público alvo são jovens e adultos (artistas ou não) interessados em acrobacias aéreas. O instrutor da oficina é o ator, bailarino e artista circense Fausto Franco. Acrobacias Aéreas ocorre entre os dias 26 e 30 de Março, das 9h às 12h. A TripCirco oferece 20 vagas e o preço do curso é de R$100,00 por aluno.

Para mais informações sobre data, local e preço dos espetáculos, consulte o site www.festivaldeteatro.com.br .



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