RSS
Blog da Redação
Quem Somos
Expediente
Galeria
Fale Conosco
Impresso
Rádio
TV
Galeria






Jornal laboratório do curso de Jornalismo
da Universidade Federal do Paraná
Especial - Curitiba na Copa 2014
Especial - Curitiba na Copa 2014 | Publicada em 19/06/09 às 22h52

O palco da Copa em Curitiba

Com projeto de reformas, a Arena da Baixada se prepara para receber os jogos em 2014
Reportagem Juliane Massaoka, especial para o Comunicação On-line
Edição Gabriela Bastos
Guilherme Vinicius
A promessa é de que em 2014 a Arena tenha capacidade para 41.375 espectadores
A promessa é de que em 2014 a Arena tenha capacidade para 41.375 espectadores
Guilherme Vinicius
Uma área comercial e de relacionamento será construída em torno da Arena
Uma área comercial e de relacionamento será construída em torno da Arena

Um dos fatores que contou pontos na eleição de Curitiba como sub-sede da Copa de 2014 foi o estádio que representa a cidade: o Joaquim Américo Guimarães, também conhecido como Arena da Baixada. Em 2007, quando o caderno de encargos da Federação Internacional de Futebol (Fifa) chegou ao Paraná, o estádio foi o único inscrito para fazer parte do mundial no Brasil, mesmo com projetos de revitalização do Couto Pereira – idealizado pelo presidente do Coritiba da época, Giovani Gionédis – e do Pinheirão – idealizado pelo então presidente da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Moura.

De acordo com o representante do Comitê organizador da Copa em Curitiba, Luiz de Carvalho, a escolha foi baseada em critérios contidos no caderno de encargos e viabilidade de concretização. “A Arena passou por uma inspeção de técnicos da Fifa e, com certeza, o fato de o projeto já estar 80% concluído e ter um custo baixo em comparação a outros apresentados pelo Brasil influenciou na escolha”, explica.

Para o atual presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Hélio Cury, o processo de escolha da Arena, foi democrático. “Os outros clubes não tomaram nenhuma medida, na época oportuna, junto à Fifa para tentar disputar esse espaço e comandar os jogos da Copa, então não tem como se discutir”, diz Cury. O estádio é considerado o melhor do Brasil e modelo para outras cidades por muitos profissionais do esporte, como o presidente de honra da Fifa, João Havelange, e o ministro dos esportes, Orlando Silva Júnior.

Cury faz questão de deixar claro, porém, que o que realmente faz de Curitiba uma sub-sede é sua infraestrutura. “Se nós tivéssemos um estádio como o do Atlético pronto, mas não tivéssemos a cidade que nós temos, não teríamos Copa do Mundo aqui”, acredita. “O estádio, em tese, é a coisa mais simples de ser concluída, agora imagine o tamanho da intervenção que será feita em Curitiba”, especula o comentarista esportivo Cristian Toledo. Ele teme que as obras na cidade não fiquem prontas até 2014 e usa como exemplo a África do Sul – sede da Copa de 2010 – , que inicialmente tinha 12 cidades participantes e agora possui apenas nove.

Por que não outros estádios?

O estádio do Atlético não é o único com projeto de reforma na capital. Mesmo tendo ficado fora da disputa pelo mundial, os estádios Pinheirão e Couto Pereira também apresentaram idéias de reformulações. Em 2007, o então presidente da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Moura, propôs que fosse construído o Estádio de Curitiba, onde hoje está abandonado o Pinheirão. A idéia era demolir o que existe e construir um estádio moderno com capacidade para 45 mil pessoas.

O estádio está lacrado pelo Ministério Público há mais de três anos e sofre várias ações de penhora e impostos atrasados, representando boa parte da dívida de aproximadamente 70 milhões de reais da FPF. Como todos os grandes times de Curitiba possuem estádios próprios, a manutenção do Pinheirão seria feita pela federação, tornando o custo da reforma ainda maior. Para Cury, a reativação do estádio é totalmente desnecessária. “Hoje a situação é outra, nem em final de campeonato se consegue mais do que 40 mil pagantes. O Pinheirão acabou” analisa o atual presidente da FPF. Toledo concorda com a inviabilidade do projeto: “Não acredito em nada que venha do Onaireves Moura”, opina sem rodeios o comentarista.

No mesmo período em que foi feito o projeto para o Pinheirão, o então presidente do Coritiba, Giovani Gionédis, apresentou uma idéia de reforma para o Couto Pereira, que chegou até a ser cogitada para disputar um espaço na Copa de 2014. “O Coritiba só não se inscreveu porque naquela época estava muito longe de atender às exigências para um mundial, mas não é por isso que o projeto será descartado”, explica o assessor do Coritiba, Rodrigo Weinhardt. Segundo ele, o clube está em busca de parcerias para colocar a reforma em prática.

Para Cristian Toledo, o projeto do Coxa é ambicioso demais para o que a região comporta. “O projeto que o Coritiba fez se encaixaria com perfeição no espaço que tem o Pinheirão, mas não ali no Couto Pereira, só se os prédios ao redor forem derrubados”, argumenta Toledo. Mesmo assim o comentarista deseja que o estádio seja reformado, mas acredita que é impossível que isso se concretize antes da Copa no Brasil.

O projeto para Arena 2014

Uma das principais mudanças no estádio será na capacidade, que pretende chegar a 41.375 lugares. O projeto também promete 100% de cadeiras numeradas e cobertas, sendo que 80% delas terão visibilidade total do campo e o restante ficará com alguns pontos cegos. Deve haver uma maior facilidade de acesso devido à área comercial e de relacionamento que será construída em torno da Arena. Para o estacionamento estão previstas 1.908 vagas e 46.476 m², entre geral, vip, imprensa, oficiais, serviços e delegações. Também será construído um heliporto. O campo vai continuar sendo de grama natural, com sistema de irrigação e drenagem. Porém o fosso existente será eliminado e não haverá circulação em torno do gramado.

A segurança contra possíveis invasões será feita por força policial, pois, de acordo com a Fifa, isso facilita o escoamento de torcedores em emergências, o que deve levar dois minutos em jogos de Copa do Mundo. Os vestiários devem mudar para o mesmo setor destinado à torcida vip e tribuna de honra, ter mais de 400m² cada um e ter acesso direto da rua, ficando completamente isolados do público e imprensa.

Para atender à segurança, o projeto prevê a construção de um posto de controle, com visão geral do estádio, instrumentos de comunicação com o público e monitores de vigilância. Também um posto policial disponibilizado ao Poder Público, com salas de atendimento e espaço para detenção. Mas, mesmo assim, o clube garante que contratará um serviço de segurança privada. O atual sistema eletrônico de vendas de ingressos – em que o torcedor adquire um cartão magnético que passa por catracas na entrada – deve continuar, mas com a instalação de mais 20 catracas, completando 60 ao todo. As câmeras de segurança também vão aumentar em número, passando de 86 para 106.

http://www.atleticoparanaense.com/projetoarena/



Enviar comentário


O conteúdo deste campo não será publicado.
*
Copyright © 2010 Comunicação. Desenvolvido por Célio Yano, Vítor Yano, Gabriel Brum e Tiago Capdeville
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação sem autorização da equipe do Comunicação On-line | Login