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Jornal laboratório do curso de Jornalismo
da Universidade Federal do Paraná
08/04/07

Sai de cena o FTC, permanece o bom trabalho

por Luciana Cristo*

A qualidade dos espetáculos, a organização e as exibições do Festival de Teatro de Curitiba (FTC) recebem opiniões diversas e avaliações positivas ou negativas. O consenso fica por conta da ótima cobertura do evento realizada pelo Comunicação, encerrada no último domingo. Matérias atualizadas diariamente mostraram que um bom trabalho se desenvolve desde os primeiros anos da faculdade – ao contrário do que pensam muitos alunos que acham que não vale a pena se esforçar em um jornal laboratório, como ouvi muitas vezes enquanto fazia parte do projeto.

Variedade de títulos, belas fotos, inícios instigantes das matérias (objetivos ou mais elaborados, dependendo do conteúdo), escolha dos temas, bom trabalho de reportagem e de edição. A equipe está de parabéns por tudo isso, que resultou em um ótimo resultado final. Iniciativas como esta instigam a superação do trabalho e servem de exemplo para os novos integrantes dos anos seguintes.

Para a conclusão do trabalho, talvez tenha faltado uma matéria de fechamento da cobertura, com informações sobre o público total presente; quantas pessoas vieram de fora da cidade prestigiar o FTC; como o evento movimentou hotéis e restaurantes; se teve mais ou menos sucesso e repercussão que em anos anteriores... Enfim, uma avaliação geral e opiniões de algumas pessoas envolvidas, direta e indiretamente, com a produção de teatro em Curitiba.

Pena que com o final da cobertura aparecem agora apenas as matérias a partir do dia 30 de março listadas. O FTC acabou, porém, os leitores esperam que o jornal continue com propostas e coberturas como esta ao longo do ano.

Siglas

Os manuais gerais de redação orientam para que apenas siglas com três letras ou aquelas que não possam ser lidas como uma palavra (como no caso de ONU, UFPR ou BNDES) sejam grafadas inteiramente em caixa alta. As demais siglas são grafadas com apenas a primeira letra em caixa alta, como Embrapa, Febem, Fifa, Incra e demais.

Da mesma forma, o manual do Comunicação, nas páginas 34 e 35, alerta para a regra, que freqüentemente não é seguida por integrantes da equipe. Um exemplo é a matéria “PMDB não tem mais representantes na Câmara”, com as siglas para Federação das Entidades Comunitárias e Associações de Moradores do Paraná e Federação Comunitária das Associações de Moradores de Curitiba e Região Metropolitana, cujas siglas seriam Fecampar e Femoclan, respectivamente. A mesma distração aparece na matéria “E agora, José”, com a sigla Provar e em “O preço do ensino público”. Nesta última, embora Celin esteja correto, há várias outras siglas com caixa alta, quando só a primeira letra deveria ter sido escrita desta forma.

Ainda em relação às siglas: as tais letrinhas deveriam ser padronizadas no Comunicação. Na última matéria citada acima, elas aparecem separadas por travessão e, em outras, como “Funcionalismo público serve de atalho para realizações pessoais” e “Secundaristas bloqueiam trânsito no Centro Cívico”, as siglas vêm entre parênteses (em ambos os casos, as siglas estão escritas corretamente). Não há uma regra interna que oriente quanto a isso? Se não houver, seria bom criar.

Pontuação nas chamadas

O Comunicação vai adotar as chamadas com ou sem ponto final? A maioria das matérias está sem, mas algumas apresentam o tal ponto. Apenas pra padronizar.

*Luciana Cristo é formada em Jornalismo pela UFPR. Trabalhou como repórter, editora e chefe de redação do Comunicação, de 2004 a 2006


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