RSS
Blog da Redação
Quem Somos
Expediente
Galeria
Fale Conosco
Impresso
Rádio
TV
Galeria






Jornal laboratório do curso de Jornalismo
da Universidade Federal do Paraná
Esportes | Publicada em 10/06/10 às 10h40

“Falta de concentração” também pode ganhar jogo

Duas figuras marcantes do futebol brasileiro contam histórias em que escapadas fizeram bem aos jogadores e trouxeram sorte
Reportagem Nílton Kleina
Edição Ciro Campos
Agência de Notícias Gazeta do Povo
Seleção teve isolamento e concentração total em Curitiba
Seleção teve isolamento e concentração total em Curitiba

Na carona da preparação para a Copa, duas personalidades irreverentes do futebol conhecidas não só por suas responsabilidades e experiências, mas pela diversão que acompanha as carreiras estiveram em Curitiba para um bate-papo sobre futebol, arte e também um pouco de humor. O encontro no final do último mês foi promovido pelo SESC da Esquina e recebeu o locutor esportivo Sílvio Luiz e o ex-jogador Dario José dos Santos, conhecido como “Dadá Maravilha”, um dos mais folclóricos atletas do país.

O cenário já entregava a descontração do papo e dos convidados. Ao invés de cadeiras separadas e um visual moderno, o palco do Teatro do SESC foi decorado como um típico bar nas cores da Seleção. Ambos os convidados são conhecidos pela descontração no às vezes sério cenário esportivo. O motivo principal é pela criação de frases célebres e bordões futebolísticos, como “Não existe gol feio, feio é não fazer gol”, de Dadá, e “Acerte o seu aí que eu arredondo o meu aqui” [sobre o cronômetro do tempo de jogo], falado constantemente pelo locutor.

Escapadas frequentes

Repórter na Copa de 1962 e narrador nas edições seguintes, Silvio Luiz tem histórias de sobra para contar sobre a preparação e a tensão antes dos jogos. Mas as memórias mais divertidas são aquelas que contam sobre as fugas dos jogadores dos hotéis para bares ou casas noturnas. “Em 62, o médico da Seleção ia antes nesses locais para avaliar clinicamente as mulheres”, conta.

Dadá também tem boas lembranças da Copa que disputou, a de 1970 no México. “Teve jogador dizendo até que era o Pelé, porque ele era o mais procurado por todas as mulheres”, brinca o ex-atleta, que se gaba por ter sido um dos mais esforçados nos treinos para, segundo ele, compensar sua falta de técnica. “Tinha que fazer alguma coisa boa no futebol, pois dos meus gols só noticiavam os marcados com a canela”, completa. Nessas duas Copas o Brasil foi campeão.

Marcação cerrada

Um dos temas mais discutidos pela dupla foi a segurança e a cautela do Brasil na época que antecede a Copa. Treinamentos fechados, entrevistas e filmagens restritas e nenhuma saída dos atletas à noite marcaram a passagem da equipe por Curitiba.

Mesmo na África do Sul, o clima sem festas se repete. “A concentração é um mal necessário”, afirma Dadá, que era adepto de festas, mas respeitava o tempo de treinamento. “Muitos jogadores ainda não têm tanta responsabilidade e precisam entrar nos eixos”, explica o jogador.

Já para Silvio Luiz, esse esquema de segurança foi uma ordem partida diretamente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). “Tudo isso que o Dunga está fazendo é para botar ordem na casa”, afirma o narrador, que relembrou o caso da concentração em 2006, quando a equipe do Brasil realizava treinos abertos ao público, concedia entrevistas livremente e dedicava pouco tempo à preparação em si.

Os mitos

O paulista Sylvio Luiz Peres Machado de Souza começou no jornalismo como repórter de campo ainda adolescente. Passou a narrar as partidas mais importantes das emissoras em que trabalhou, incluindo Copas do Mundo, na Bandeirantes, Excelsior, Record e RedeTV! (onde trabalha atualmente).

Dario José dos Santos, o “Dadá Maravilha”, é um dos mais folclóricos atletas do país. Durante vinte anos de carreira, o atleta carioca passou por 17 clubes, como o Atlético-MG, seu time do coração, e o Coritiba. Começou nos juniores do Campo Grande e afirma ter contabilizado 926 gols, metade deles feitos de cabeça.



Enviar comentário


O conteúdo deste campo não será publicado.
*
+
Comentários (1)
Copyright © 2010 Comunicação. Desenvolvido por Célio Yano, Vítor Yano, Gabriel Brum e Tiago Capdeville
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação sem autorização da equipe do Comunicação On-line | Login