RSS
Blog da Redação
Quem Somos
Expediente
Galeria
Fale Conosco
Impresso
Rádio
TV
Galeria






Jornal laboratório do curso de Jornalismo
da Universidade Federal do Paraná
Esportes | Publicada em 08/07/10 às 10h58

Geocaching: a caça ao tesouro moderna

Ainda pouco difundido no Brasil, atividade mescla atividade física, orientação por GPS e consciência ambiental
Reportagem Nílton Kleina
Edição Ciro Campos
Arquivo Pessoal - Fernando Morais
Os geocaches variam de acordo com a região, mas contam também a criatividade do criador
Os geocaches variam de acordo com a região, mas contam também a criatividade do criador
Arquivo Pessoal - Fernando Morais
Quem encontra um geocache pode ser premiado com brindes incomuns e divertidos
Quem encontra um geocache pode ser premiado com brindes incomuns e divertidos

Munida de um GPS (sistema de posicionamento global), todo final de semana a artista plástica Carla Moura sai de casa para praticar um curioso esporte. Após conferir coordenadas e fazer buscas pela região, ela encontra um recipiente com um brinde e uma lista de registro. Após assiná-la, o objeto é deixado no mesmo lugar – e a busca por um objeto similar continua. Foi o marido dela, o empresário Carlos Moura, que apresentou a ela a novidade, descoberta na internet. Desde então, o casal se dedica ativamente à modalidade e acumula quase 200 conquistas.

Em resumo, essa é a rotina do geocaching, um esporte que surgiu por volta do ano 2000 juntamente com seu equipamento básico, o GPS. O praticante, chamado de geocacher, esconde em algum lugar público um recipiente chamado de cache. Depois disso, vai até a internet disponibilizar em sites específicos a coordenada geográfica do objeto oculto. As informações serão checadas por outra pessoa, que com um GPS, chegará até o local pretendido.

Os caches tradicionais contêm um recipiente com um manual geralmente escrito em inglês e português, um livreto assinado por quem já o encontrou e itens muitas vezes sem valor financeiro.

Já o geocacher Felídeo Desitalle prefere dificultar as coisas, ao usar códigos que, quando decifrados, revelam a localização do item. “Os que eu produzo são em forma de enigmas. A concepção é bem simples, basta a pessoa abrir seus horizontes”, explica Desitalle, que conheceu o geocaching quando buscava uma alternativa para o GPS de seu celular. Ele é proprietário de um blog sobre a modalidade com informações e notícias sobre a prática.

Benefício geral

Além da diversão, o geocaching é um ótimo exercício para o corpo e para a mente, além de ser acessível. “Pode ser praticado por qualquer pessoa de qualquer idade e também em família. Além disso, estimula viagens e a prática de outros esportes como mergulho, escalada, caminhadas e ciclismo”, relata Carla.

Para o designer de softwares Fernando Morais, essa sensação de liberdade sem competição é ainda mais estimulante. “Comparo o geocaching a uma pescaria. Tem dias que você volta com a sacola cheia, outros que volta de mãos vazias. Mas isso não faz muita diferença, pois na semana seguinte lá está você de novo”, explica ele, um dos administradores do site http://www.geopr.com.br/, dedicado a reunir os praticantes do estado.

Natureza também premiada

No geocaching, preservar a natureza é consequência, pois a manutenção do local significa a constante presença de praticantes. Em um determinado dia, um local é escolhido por Carla e seu grupo para ser preenchido com um cache e é também limpado pelos participantes. “Uma das normas é preservar a natureza. Quando praticamos com crianças ou iniciantes, também aproveitamos para conscientizá-las”, explica a artista plástica.

Além disso, existem os “earthcaches”, itens virtuais que apresentam localidades do planeta que possuem características geográficas interessantes. Para ser obtido, obriga o praticante a responder perguntas sobre esses aspectos, o que ao mesmo tempo diverte e ensina quem o procura.

Barreiras no caminho

Uma das dificuldades encontradas é o fato do geocaching normalmente exigir que o praticante tenha e saiba utilizar equipamentos GPS. É possível identificar um local usando softwares como o Google Earth, mas a dificuldade aumenta.

Segundo Desitalle, para encontrar um cache sem custos basta pesquisar o local em sites especializados e se limitar à área urbana. “Bons receptores GPS são muito caros no país. Os de carros não são apropriados e os de trilhas geralmente não levam suporte a mapas”, esclarece.

Para Morais, outro fator que dificulta a prática em qualquer ambiente é a segurança. De acordo com ele, que vive atualmente nos Estados Unidos e sabe bem a diferença entre a modalidade nos dois países, até mesmo em Curitiba é arriscado esconder os objetos em algumas regiões. “Imagine enviar uma pessoa a um desses locais à noite com um GPS na mão. Assim, os caches no Brasil tendem a ficar em áreas públicas, como parques municipais ou praças”, explica.

Busca por reconhecimento

Ainda restrito no Brasil, o esporte aos poucos ganha novos adeptos. Para Carla, o Brasil está atrás de alguns países, mas o quadro tende a mudar. “Trabalhamos muito na divulgação, promovendo encontros, lançando campanhas e caches com prêmios interessantes. Tivemos algumas conquistas, como um fórum brasileiro dentro do oficial e o site oficial em português (de Portugal)”, relata Carla.

Em fevereiro foi lançada a campanha Brasil 500 para totalizar esse número de caches no país. A meta foi atingida no início de junho, quase um mês antes do prazo estipulado, e celebração não poderia ser diferente: “Criamos três caches em comemoração a essa meta, e agora lançamos a campanha Brasil 700, para ser atingida até o final do ano”, afirma ela.

Para começar a praticar, acesse http://migre.me/PVJH e conheça os geocaches localizados em Curitiba e região.



Enviar comentário


O conteúdo deste campo não será publicado.
*
+
Comentários (1)
Copyright © 2010 Comunicação. Desenvolvido por Célio Yano, Vítor Yano, Gabriel Brum e Tiago Capdeville
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação sem autorização da equipe do Comunicação On-line | Login