Curitibanidade

2 Julho, 2009 - 22:01

Curitibanidade | Curitiba: capital do rock alternativo

Enviado por Marcela Varasquim em 2 Julho, 2009 - 22:01.
Berço de diversas bandas de rock de qualidade, Curitiba ganha cada vez mais espaço no cenário musical
Capital ecológica, capital cultural, cidade sorriso. Entre as diversas alcunhas atribuídas à Curitiba, muito se cogitou a inserção também do título de Capital do rock. Isso porque a cidade possui público fiel às letras que falam abertamente de amor, política, sexo e drogas. É na cinzenta Curitiba, por exemplo, que foi criada, nos anos 1990, a primeira rádio brasileira dedicada exclusivamente ao rock: a Estação Primeira.

Para Marcos Ceslinski, baterista da banda de rock curitibana Falsos Vértices, que faz cover de artistas dos anos 1980, o fator que interliga o estilo à capital paranaense não é de todo conhecido. Ele acredita, entretanto, que o culto ao rock pode estar relacionado às origens da cidade. “Nossos ascendentes já vieram com essa influência”, opina.

O estudante Renan Ferreira, que compõe o contingente de ouvintes do rock alternativo, afirma que a preferência pelo estilo na capital paranaense é compatível com a introspecção do curitibano. “O rock não é uma música alegre no geral. Sempre tem uma veia com atitude”, diz. Conhecedor de bandas como Jethro Tull e Os Inocentes, o estudante, que também toca em uma banda curitibana de rock, acredita que esta vertente musical está relacionada ao bom gosto cultural. “Predileção por um intelecto saudável não inclui axé. Fico com o rock alternativo”.

Para Marcelinho, baixista da renomada banda curitibana Anacrônica, o motivo de a capital paranaense ser lembrada quando o assunto é rock alternativo ainda é obscuro. “É uma boa pergunta”, diz. Ele considera que está se formando na cidade um novo tipo de público: o que consome o que é originado aqui. Exemplo disso é o estouro de bandas como Relespública e Terminal Guadalupe.


Anacrônica: exemplo da excelência do rock curitibano

Curitiba versus Brasília

Nos anos 1980, a situação política bastante conturbada propiciou o surgimento de bandas de rock em Brasília. Aborto Elétrico, Capital Inicial e Legião Urbana - as duas últimas inspiradas na primeira - são os exemplos mais notáveis. Com letras que repudiam a “Geração Coca-Cola” e fazem uma ácida crítica à polícia brasileira, como em “Veraneio Vascaína”, as bandas da época eram o retrato da indignação brasiliense.

Álvaro Neves Jr., baterista da banda curitibana Stereo33, traça um paralelo entre ambas cidades: “Brasília é tão fria quanto Curitiba, no que diz respeito a tudo”. Para ele, essa semelhança é o que faz com que tanto uma capital quanto a outra seja nascedouro de bandas de rock de qualidade.

Marcelinho considera que a aproximação dos músicos de Brasília com a política é fator indispensável para que surjam parcerias musicais. “Brasília é uma cidade muito louca, os caras vivem em meio ao poder. Mas que poder é esse?”. Para ele, é justamente esta questão que propulsiona o aparecimento das bandas de rock.

Curitiba também possui bandas com reivindicações políticas, assim como em Brasília. Exemplo é Terminal Guadalupe, que retrata em algumas letras indignação pelo fato de a favela curitibana ser excluída do resto da sociedade.

Rock como forma de evasão

O rock alternativo comumente está relacionado à transmissão de mensagens. Algumas composições intimistas refletem o cotidiano do músico, seus protestos e suas desilusões.

Para Álvaro Neves Jr., o rock proporciona uma catarse de sentimentos, o que pode justificar o gosto curitibano pelo gênero. “Curitibano, por ser frio, guarda sentimento para dentro de si. O rock é uma forma de pôr pra fora”, explica.

Já Marcos Ceslinski afirma ter predileção por bandas dos anos 1980 por serem justamente de cunho reivindicatório. “Para nós, essa foi a melhor época em questão musical”. Hoje, o baterista acredita que músicas pertencentes à indústria cultural estão ganhando as rádios e fazendo com que Curitiba experimente estilos que atendam puramente a demanda comercial, o que prejudica a identidade da capital com o rock alternativo.

Marcelinho explica que, de fato, o rock alternativo já teve mais espaço em Curitiba. Hoje, entretanto, embora haja menor presença de shows desse estilo, eles são feitos com uma melhor qualidade. Com relação ao futuro, ele crê no crescimento das bandas curitibanas no cenário nacional. “Daqui a pouco vão estourar pelo Brasil”, diz. Assim seja.

Assista aos vídeos das bandas curitibanas:

Anacrônica: http://www.youtube.com/watch?v=lnEXU_iIzrM
Stereo 33: http://www.youtube.com/watch?v=5ONNnyo-DEA
Terminal Guadalupe: http://www.youtube.com/watch?v=kouTbYzeCf0
Relespública: http://www.youtube.com/watch?v=da2NE0E7T-Y

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1 Julho, 2009 - 17:34

Curitibanidade | Cresce número de restaurantes em Curitiba

Enviado por Luciane Leopold... em 1 Julho, 2009 - 17:34.
A cidade é uma das capitais com mais restaurantes no Brasil.
Barbara Antunes

A Abrasel — Associação Brasileira de Bares e Restaurantes— divulgou boletim com as informações sobre o setor no Paraná, e constatou que Curitiba tem em torno de 15 mil bares e restaurantes, segundo os critérios da Abrasel que engloba tudo, de lanchonetes a restaurantes requintados. O mais antigo da cidade é o bar e restaurante Palácio que data de 1930; além desse, poucos tem mais de cinco décadas.

A pesquisadora da Universidade Federal do Paraná, Celine Tirene, estudou recentemente os restaurantes da cidade. Segundo a sua pesquisa, há dez anos , Curitiba tinha 150 restaurantes. “No ano passado, eu e minha equipe saímos às ruas e batemos de porta em porta em cada estabelecimento da cidade e registramos 850 locais tidos como restaurantes ,conta Celine. O dado que mais surpreende nessa pesquisa é que apesar da Avenida Manoel Ribas, no bairro Santa Felicidade, ser chamada de rua dos restaurantes, o bairro Batel é o que mais tem estabelecimentos na cidade: 180.

A Abrasel tenta explica que esse rápido crescimento de restaurantes na cidade, talvez tenha sido causado pelo aumento do turismo. . "É possível afirmar que o setor de bares e restaurantes é um dos segmentos mais significativos da cadeia produtiva do turismo, sendo responsável por 40% do PIB do setor, além de ser um dos atrativos para o turista retornar aos lugares que visitou", declarou o presidente da Abrasel no Paraná, Marcelo Pereira.

O Blog Um Olhar Sobre Curitiba, conversou com o mestre em história e cultura da alimentação Carlos Antunes dos Santos, da Universidade Federal do Paraná, sobre a importância dos restaurantes na cidade.

Blog Um Olhar Sobre Curitiba: Primeiramente, Antunes, nos explique o porquê do nome restaurante.

Carlos Antunes: O nome restaurante deriva do verbo restaurar, pois na França pós Revolução Francesa, o governo começou a distribuir para a população no fim do dia uma sopa chamada “sopa restauradora”. As pessoas tomavam essa sopa em pé no meio da rua. Um dia, um homem resolveu criar um espaço onde eles poderiam sentar para comer em um local fechado com mesas e cadeiras, como em uma casa. Esse lugar foi chamado “Casa de restauração”. Com o passar do tempo essa estrutura se espalhou pelo mundo com o nome de restaurantes, isto é, um lugar no qual as pessoas tomavam uma sopa restauradora das forças.

Blog : A Abrasel afirma que Curitiba tem aproximadamente 15 mil restaurantes. O que você acha dessa grande quantidade de estabelecimentos? Você considera que todos eles são fiéis às características de um restaurante? E o que você aponta como causador desse crescimento?

Antunes: Eu tenho um conjunto de critérios pessoais para classificar um restaurante, como tradição, maneira de servir e cardápio. Nesse sentido, na minha opinião, não existem mais do que uns 20 restaurantes em Curitiba.

Quanto ao crescimento, eu posso apresentar alguns fatores. Primeiro, a gastronomia está na moda e é um bom ramo para ganhar dinheiro. Outra coisa é que há um público mais diferenciado e com gosto mais apurado para os bons restaurantes. Além disso, as tendências culinárias atuais trazem muitas novidades, criatividades etc, que fazem com que certos restaurantes que são abertos, se apresentem como especialistas da cozinha mais contemporânea. Posso citar também o aumento da população urbana em Curitiba.

Blog: Qual é o tipo de restaurante mais comum em Curitiba e como o aumento do número de restaurantes contribuiu para o crescimento da cidade?

Antunes: Isso depende do conceito de restaurante. No conceito popular, os mais comuns são: pizzarias, buffet por kilo e carnes grelhadas. A contribuição desse crescimento é uma via de mão dupla. Na ida, há hoje em Curitiba uma população mais exigente, de gosto mais apurado, e que provoca o aumento de uma demanda de melhor qualidade; na volta os novos restaurantes atraem mais fregueses, curiosos e novos fregueses, pois ofertam pratos com produtos mais sofisticados, o que faz expandir o comércio de qualidade (Mercado Municipal e outros) e alguns destes restaurantes acabam por se tornarem atrações, despertando um público,ainda que pequeno, ávido pela comida de qualidade.

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1 Julho, 2009 - 14:03

Curitibanidade | Matsuris de Curitiba viram espaço para cosplayers e otakus

Enviado por Nicholle Ferrei... em 1 Julho, 2009 - 14:03.
Na falta de eventos exclusivos, os festivais de cultura japonesa se tornam ponto de encontro para quem gosta de mangás e animes
Por Nicholle Murmel

Nos dias 19, 20 e 21 deste mês aconteceu a 19ª edição do Imin Matsuri. O evento comemora o aniversário da chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao Brasil, e acontece todos os anos em Curitiba. O evento este ano foi no pavilhão de exposições do Parque Barigüi e contou com as atrações clássicas: comidas típicas, venda de artesanato e produtos diversos e apresentações de taiko (tambor), artes marciais, cerimônia do chá, karaokê e mais. Outra atração que faz sucesso nos festivais de cultura japonesa da cidade são os cosplayers: público geralmente jovem apaixonado por mangás (quadrinhos) e animes (desenhos animados) e que têm como passatempo se fantasiar como os personagens de suas histórias preferidas.

A palavra cosplay vem da junção dos termos ingleses costume: fantasia, e play: brincar ou atuar; e faz referência aos fãs de quadrinhos, livros, desenhos animados e seriados que se caracterizam como seus personagens prediletos e se apresentam em eventos e concursos especializados, especialmente os dedicados aos quadrinhos e animação japonesa. No Imin Matsuri deste ano, animes populares como Naruto e Vampire Kight foram os que renderam o maior número de cosplays; mas a escolha da história e do personagem não tem a ver apenas com a popularidade, e sim com a identificação pessoal entre o fã e a figura que será representada. “Você escolhe de acordo com a sua personalidade, o que o personagem tem que mais se aproxima de você”, comenta o estudante César Nyland. “Eu gosto do Hidan (personagem de Naruto) porque ele é bem louco, insano, e eu gosto do modo de ser dele; é mais uma questão e admiração”, explica Daniel Santos Carneiro, também estudante.

Para a montagem do cosplay o primeiro passo é um trabalho de pesquisa – só após um estudo detalhado de quem é o personagem, suas características físicas e psicológicas, seu visual, habilidades e o contexto onde ele está inserido, é que se parte então à etapa de confecção de roupas e acessórios. “É preciso pesquisar como funcionavam as coisas e ir achando as peças; partes sólidas como armaduras, e acessórios são as mais difíceis de achar, geralmente é preciso mandar fazer”, explica o estudante de design Fernando Souza. Essa costuma ser a parte mais delicada por dois motivos: primeiro, os custos, que podem ser elevados dependendo dos elementos que compões a fantasia, fator que também pesa na decisão da escolha de um personagem.

Outra possível complicação é que o processo de confecção das peças é quase que completamente artesanal; geralmente, o fã deve procurar uma costureira para fazer a roupa, e carpinteiros e outros artesãos para montar armas e acessórios que, na maior parte dos casos, são muito específicos e não se encontram à venda. “O mais difícil foi fazer o cabelo. Também precisei ir a uma costureira mandar fazer o roupão e a um marceneiro fazer a foice. Isso é o mais complicado, e também sai meio caro”, conta Daniel Carneiro.

Essas dificuldades técnicas são ainda mais comuns quando a fantasia escolhida não vem de um mangá ou anime tão popular, quando se trata de seres fantásticos como anjos, monstros e ciborgues, ou mesmo quando o personagem está inserido em um local e um momento histórico particular — é o caso da universitária e cosplayer Carla Cristina Stofel: “O personagem que eu escolhi é meu, original, eu me identifico com ela e por isso eu fiz o cosplay. Você faz um teatro livre; essa é a graça: montar um personagem que você gosta e se colocar na pele dele.” Muitas vezes, o próprio fã precisa tomar a iniciativa para concretizar o projeto. “No meu caso, é preciso pesquisar a história do Japão e nem sempre há fontes ricas sobre o assunto. Também é difícil achar quem costure roupas tradicionais japonesas; às vezes você mesmo tem que aprender a costurar, procurar moldes e fazer. Mas ao mesmo tempo, quando você vê o trabalho se desenvolvendo e chegando a um resultado, também é muito divertido”, completa a estudante.

Sobra público, mas faltam iniciativas

Outro problema que não apenas os cosplayers enfrentam, mas também os otakus (fãs de mangá e anime como um todo) é a falta de eventos dedicados exclusivamente aos mangás, aimes e j-music (rock e pop japonês) em Curitiba; ao contrário do que acontece em capitais como Rio de Janeiro e São Paulo, que contam com eventos de repercussão nacional, como o Anime Friends realizado na capital paulista todos os anos no mês de julho, em Curitiba as tentativas mais próximas são os eventos organizados pelo grupo Anime XD, que desde 2006 promove anualmente o festival de mesmo nome; além do Chibi-Anime XD, uma versão menor que se repete mais vezes no ano.

Esses eventos vêm crescendo em termos de audiência, bem como de expositores e comerciantes interessados, além de angariar apoio de entidades ligadas à comunidade japonesa, como o Clube Cultural Japonês Tomodachi, o Clube Nikkei de Curitiba e o Consulado do Japão em Curitiba. No entanto, a falta de locais de fácil acesso, datas fixas, divulgação adequada e melhor infra-estrutura fragilizam a formação de um circuito de festivais que satisfaçam a comunidade otaku de Curitiba, (incluindo aqui os cosplayers), que ainda recorre aos Matsuris como pontos de encontro. “Falta lugar, parece que não querem ajudar a fazer. Com certeza há público; se quisessem fazer um evento grande, seria possível, mas falta vontade”, lamenta César Nyland.

As dificuldades no processo de estruturação dos eventos exclusivos para a cultura pop japonesa não se deve à falta de interessados, como comprovam os números da edição 2008 do Anime XD, realizada em agosto daquele ano: foram contabilizados 3.200 visitantes nos três dias de festival. O problema, segundo os próprios fãs, é a precariedade na organização, que precisa de mais incentivo “Público com certeza tem. Mas a maior parte dos eventos é feita pelo pessoal que gosta. Falta apoio na organização com caráter profissional”, afirma Carla Stofel.

Não apenas os otakus e cosplayers perdem por terem quase que apenas os Matsuris, mas os próprios festivais também se prejudicam, pois acabam descaracterizados. “O matsuri perdeu o caráter tradicional justamente porque falta apoio para quem gosta de anime e mangá no sentido de fazer eventos próprios, que aqui em Curitiba são incipientes. A maioria dos que vêm ao festival são os interessados em anime, mangá, karaokê. Se tivesse um evento adequado, diminuiria o atrito entre a cultura pop e a tradicional dentro do matsuri”, pondera a estudante.

Como surgiram os matsuris em Curitiba

Os eventos curitibanos voltados à cultura japonesa tradicional no formato como são conhecidos hoje foram idealizados pelo já falecido artista Claudio Seto. Conhecedor profundo de diversas tradições do Japão, o quadrinista se inspirou nas festas típicas daquele país para criar os matsuris na forma atual; o próprio termo “matsuri” significa festival em japonês.

As três maiores festas em Curitiba são o Hana Matsuri (Festival das Flores), que comemora o nascimento de Buda, e acontece entre o fim de março e o começo de abril; o Imin Matsuri (Festival do Imigrante), sempre próximo ao dia 18 de junho, data em que o navio Kasato Maru chegou ao porto de Santos trazendo os primeiros imigrantes japoneses; e o Haru Matsuri (Festival da Primavera), realizado em setembro para marcar a chegada da estação das flores. A realização fica por conta da Comunidade Nipo-Brasileira de Curitiba, com organização da Associação Beneficente Nipo-Brasileira de Curitiba e apoio da prefeitura da cidade.

Cosplay: um passatempo levado a sério

Ao contrário do que se pode pensar, a prática do cosplay não surgiu no Japão e nem está ligada apenas à cultura pop desse país.

A atividade surgiu nos Estados Unidos, em convenções de histórias em quadrinhos ainda nos anos 70. No começo, os fãs se fantasiavam, pois em alguns casos podiam entrar de graça nos eventos; mas aos poucos a prática foi se tornando habitual, e os cosplayers passaram a ser uma atração forte, especialmente em festivais temáticos de séries e filmes como Star Treck (Jornada nas Estrelas) e Star Wars (Guerra nas Estrelas), quando começaram a ser feitos os concursos que avaliavam não apenas as fantasias, mas também a interpretação de cenas. Depois de se popularizar rapidamente, o cosplay chegou à Comiket, convenção de quadrinhos famosa no Japão, e a partir daí a atividade se espalhou e se tornou mais associada aos eventos de mangá, anime e videogames.

Aqui no Brasil, já nos anos 80 os fãs de Star Treck e de RPG (Role-playing Games) já adotavam a prática de se caracterizar como seus personagens queridos, porém, sem mais critérios ou especificidades, já que o termo cosplay ainda estava se espalhando pelo mundo. Ao final dos anos 90, com a popularidade extrema de animes como Cavaleiros do Zodíaco, o hobby se intensificou no país, ganhando mais rigor técnico e os concursos que já faziam sucesso em outros países. Antes, o passatempo era quase que restrito aos fãs de anime, mangá e j-music, mas hoje outras modalidades incorporaram a atividade, e é possível ver cosplayers de personagens de grandes franquias de livros e filmes, como Harry Potter e Piratas do Caribe.

O maior concurso de cosplay do país acontece dentro do Anime Friends, organizado pela Yamato Comunicação e Eventos; foram mais de 1.200 competidores inscritos na edição de 2007. A Editora JBC, especializada em mangás e publicações voltadas à comunidade nipônica, é a responsável pela organização da etapa brasileira do World Cosplay Summit (WSC), maior competição do gênero no mundo; das 15 duplas de cosplayers inscritas, uma é selecionada para representar o Brasil na final mundial, que acontece no Japão. A seleção deste ano aconteceu no último dia 20.

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19 Junho, 2009 - 20:12

Curitibanidade | Comida, diversão e artesanato

Enviado por Luiza Vaz em 19 Junho, 2009 - 20:12.
A Feira de Inverno da Praça Osório atrai curitibanos e turistas
por Ariane Bellan e Luiza Vaz

A Feira de Inverno da Praça Osório, uma promoção da Secretaria Municipal de Abastecimento em parceria com o Instituto Municipal de Turismo e a Fundação de Ação Social (FAS), reúne 57 barracas que oferecem alimentos da estação, produtos artesanais e objetos de interesse turístico. A feira estará aberta ao público até o dia 29 de junho, das 10h às 22h, de segunda a sábado, e das 14h às 20h, no domingo.

Para os expositores, a Feira surge como uma alternativa de aumentar o faturamento do mês e divulgar seus trabalhos. Segundo Josapha Pastenhaqui, vendedor de comida indiana há quatro anos, o trabalho na Praça Osório é uma alternativa de divulgar o trabalho feito em outras feiras da cidade. “Além dessa, trabalho em mais duas feiras da cidade. O cliente daqui vai até a outra feira e compra meu produto”, relata. Para o artesão curitibano Demétriu Expedito Chaves, na feira há seis anos, a feira atende a todo o tipo de pessoas. “Tem gente que vem para comer, outros para comprar presentes para crianças. O bom da feira é essa variedade de opções”.

Embora variado, o público da Feira de Inverno da Praça Osório é exigente. De acordo com Cláudia da Silva Inácio, feirante há 14 anos, a inovação aumentou o movimento na barraca. “A novidade é que nós passamos a oferecer o marshmallow junto com o quentão, que fica mais cremoso e docinho; está saindo bastante”, conta. Ela afirma ainda que, no período em que trabalha, a cada ano a circulação de pessoas aumenta. “A maioria das pessoas sai do trabalho, do colégio e da faculdade e passa aqui”.

Para Vitor de Assunção Lisboa, que ajuda na barraca de artesanato que o genro tem há doze anos, as pessoas procuram a feira para comprar os produtos característicos de Curitiba. “Por isso, nossa barraca segue essa linha, vendendo elementos típicos”, justifica. E garante que, além dos curitibanos, os turistas adoram a feira para comprar presentes e conhecer um pouco mais da cultura popular da cidade.

Leônidas Gaspar de Abreu, proprietário de um restaurante na cidade de Antonina, é feirante há um ano e garante que vir para capital vender barreado ajuda no orçamento da família. “As pessoas que conhecem essa feira esperam por ela todo ano”. Tanto ele quanto os demais colegas garantem que o movimento cai bastante nos dias chuvosos. “Há uma redução de 30 a 50% no movimento”, conta Abreu.

Porém não é para todos que a feira é vantajosa. A cartomante Sulamita Ferreira, que há mais de 20 anos lê as cartas na Praça Osório – independente da Feira – reclama que no período de realização do evento a procura pelo serviço cai bastante. “Eu fico escondida, no meu cantinho e ninguém me enxerga por causa da quantidade de pessoas que passam e devido às barraquinhas”.

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7 Junho, 2009 - 23:05

Curitibanidade | Um olhar (de fora) sobre Curitiba

Enviado por Aline Michalski em 7 Junho, 2009 - 23:05.
Os não curitibanos confirmam e refutam as alcunhas da cidade
Por Aline Michalski

O que acontece se um curitibano pega a mulher com outro na cama? Nada, porque curitibano não fala com estranhos. Se a pergunta “tem horas?” é feita a um curitibano, ele responde “tenho” e sai andando. Ainda segundo a voz do povo, os curitibanos “legítimos” são tão arredios que fogem da própria sombra se a encontrarem cruzando a rua. A opinião de quem lança um olhar de fora - os não curitibanos que aqui vivem ou viveram – confirma, em muitas ocasiões, as piadinhas e alguns estereótipos que circulam por aí. Até porque, como diz o dito popular, toda brincadeira tem um fundo de verdade.

A primeira impressão da cidade para Marina Adami, 27 anos, nascida em Machadinho (Rio Grande do Sul), foi, segundo ela, a de pessoas frias que não dão “bom dia” no elevador e são avessas a qualquer tipo de interação. Priscilla Machado Domingos, 22 anos, natural de Campo Grande e moradora de Curitiba há um ano e meio, diz que as pessoas da cidade são bem mais fechadas que na sua terra e que sente falta dos churrascos caseiros que aconteciam em sua cidade. “Cada um já tem seu grupo, para entrar é mais complicado”, diz. Segundo Priscila, todos os seus amigos aqui não são curitibanos, mas vieram de outras cidades. Marina concorda e diz que a recepção na cidade é feita pelas pessoas que não são curitibanas. “Não sei se é uma desconfiança, mas os curitibanos são amigos apenas dos amigos de infância com quem cresceram juntos e a roda termina ali”, afirma.

Para Bruna Rafaela Borba Nascimento, 18 anos, maceioense que viveu quatro anos em Curitiba, fazer amizades também foi uma das questões complicadas. “As pessoas são bem frias. É um pouco difícil fazer amizade logo de cara. Ainda mais se você é tímida como eu.” Tamara Cordeiro Janiceti, 20 anos, de Blumenau, acha que o povo não é só fechado, mas mal-educado. Ela diz que se percebe muito isso em lugares públicos: “Em casas noturnas, todos passam te empurrando; em mercados, em ônibus, quase ninguém dá lugar a idosos. Ninguém ajuda um idoso a atravessar a rua. Essas pequenas coisas.”

O frio, para Débora Tomaselli, 19 anos, nascida em São Bento do Sul e moradora de Curitiba há três anos e meio, de certa forma, contribui para esse perfil mais reservado das pessoas. O clima de Curitiba pode ser responsabilizado pela personalidade do curitibano e funciona como atrativo para uns e uma provação para outros. Bruna, que agora está morando em Recife, diz estar morrendo de saudades do frio do sul. Já Priscila fala das baixas temperaturas como uma das primeiras dificuldades de adaptação à cidade.

Curitiba, contudo, chama a atenção pela organização e eficiência do transporte coletivo, implantado nos anos 1970. O sistema contempla canaletas exclusivas para os ônibus e o grande diferencial da tarifa integrada que permite deslocamentos para toda a cidade com apenas uma passagem. “Logo apreciei o sistema de transporte de Curitiba, bem mais eficiente dos existentes nas cidades em que morei”, afirma Debora. Priscila também cita o fato de todos andarem de ônibus aqui, já que em sua cidade as pessoas utilizam muito mais o carro.

A imagem de cidade ecológica também gera divergências. Curitiba é a única cidade ranqueada entre as 100 cidades verdes do mundo, segundo o coordenador de clima do Greenpeace, Guarany Osório. Apesar disso, Marina Adami não considera que haja uma maior consciência ambiental, “mas um orgulho de representar esse personagem de ‘pessoa que recicla e não joga lixo na rua’”. Para Debora, os parques e a coleta seletiva de lixo realmente são um símbolo da cidade. “Mas acho que não é o suficiente para chamá-la de ‘cidade verde’, já que os rios estão em péssimo estado e o aterro sanitário também apresenta dificuldades de armazenamento.” Para Marina, a cidade é “verde” apenas para turistas, classe média e alta. “A coleta seletiva não engloba toda a cidade, apenas onde turista vê”, finaliza Marina.

Mas também não faltam elogios à cidade do “leite quente”, da “vina” e dos habitantes que insistem em dizer que não têm sotaque. “O que mais gostei foi o roteiro cultural e gastronômico da cidade”, diz Marina. Tamara diz que, no geral, tem mais elogios do que reclamações de Curitiba. “Sinto por não ter tido tempo suficiente para conhecer Curitiba por completo, assim como gostaria de ter conhecido as outras cidades do Sul”, conclui Bruna. Priscila diz que não gostaria de voltar a viver em Campo Grande!

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1 Junho, 2009 - 15:04

Curitibanidade | Após 53 anos, Boca Maldita ainda é local de integração

Enviado por Gabriela Zavadinack em 1 Junho, 2009 - 15:04.
Até hoje, classes sociais e correntes políticas variadas frequentam a avenida para discutir sobre os mais diversos temas
Apelidada de “Boca Maldita” em 13 de dezembro de 1956, a Avenida Luiz Xavier - localizada no centro de Curitiba - é conhecida mundialmente por ser a menor avenida do mundo. Criada pelo prefeito Luiz Xavier, em 1911, a avenida é constituída de 145 metros de comprimento e liga a Rua 15 de Novembro à Praça Osório.

Mesmo antes de se tornar uma via apenas para pedestres, a Boca Maldita já se destacava por reunir políticos, profissionais liberais, esportistas, aposentados e quem mais quisesse discutir sobre qualquer assunto, desde os rumos do país até escândalos amorosos. A avenida é considerada a mais famosa confraria do Brasil na luta pela defesa da liberdade de expressão e é onde a cidadania mais aflora na cidade. “É um encontro de diversas fontes de informação, diversas classes sociais, um espaço pequeno que reúne gente de todas as áreas”, segundo o presidente da confraria, Ygor Siqueira (filho do fundador da instituição, Anfrísio Siqueira), em entrevista publicada pela Folha de Londrina em dezembro de 2006.

Para o advogado Lineu Tomass, frequentador assíduo do local desde 1977, “a Boca é a esquina de Curitiba”. Ele vai quase todos os dias a um café situado na avenida para discutir sobre política, economia, futebol e mulheres. “As pessoas vêm dos bairros e trazem notícias que fluem aqui”, comenta Tomass. Também afirma que quando se começa a frequentar a Boca, deve-se ficar esperto. “São muitas informações ao mesmo tempo e, às vezes, existem várias contradições em torno delas. Precisamos raciocinar para distinguir a verdade da mentira”. Já para o aposentado Sérgio Braga, a Boca é uma área de integração, uma vez que pessoas de todas as partes de Curitiba estão lá. “Encontramos aqui desde pessoas folclóricas até pessoas do governo”, afirma.

Por lei municipal, a Boca é um território de opinião livre. Ou seja, neste pequeno espaço, pode-se criticar a tudo e a todos com liberdade total e sem qualquer receio de ser processado por calúnia. Em 1984, manifestações públicas pela eleição direta para presidente aconteceram na avenida e parte da resistência à ditadura militar se deu ali. Enfim, a opinião pública se fortalece na Boca.

Cafezinho e descontração

Além de discutir sobre temas polêmicos, quem frequenta a Boca Maldita não deixa de lado o tão famoso cafezinho. Os cafés situados na avenida têm nos freqüentadores da Boca grande parte do lucro mensal. “Já até fizemos cartelinhas, onde vendemos seis cafés por um real cada”, conta Mara dos Santos, sub-gerente de café. Ela trabalha há três anos no local e afirma que o público é sempre o mesmo. São, geralmente, grupos de quatro ou cinco homens de classe média alta e aposentados, que se reúnem todos os dias para colocar a conversa em dia. “Vir na Boca é uma rotina desses homens, se eles não vierem, ficam doentes”, comenta.

Pessoas folclóricas e famosas também passam pela Boca. Chacon, conhecido por ser cover do cantor Roberto Carlos em Curitiba, diz que para ser frequentador da Boca, a pessoa deve ser psicóloga. “Aqui nós ouvimos muita lamentação e temos que estar prontos para aconselhar”, afirma. Ele também ressalta que melhor centro de informação não há. “A Boca é uma enciclopédia, sempre tem alguém aqui que sabe o que você procura”. Já para o vereador Galdino, a Boca é um lugar para discutir amenidades. “Venho para encontrar amigos, conversar sobre assuntos leves e espairecer”, afirma.

Há 53 anos, a avenida é ponto de encontro das mais variadas classes sociais e correntes políticas de Curitiba, seja para falar sobre temas fervorosos ou apenas para descontração. Este clima, típico da Boca, serve de exemplo a muitas cidades do território brasileiro. Estados como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul também tem suas “Bocas Malditas” e diversos locais do país já demonstraram interesse em fundar novas entidades.

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25 Maio, 2009 - 16:42

Curitibanidade | Pinhão, uma tradição curitibana

Enviado por Camila dos Santos em 25 Maio, 2009 - 16:42.
O consumo do pinhão se renova a cada inverno com receitas das mais diversas possíveis.
Por Camila dos Santos

Durante os meses de inverno não é raro ver nas esquinas de Curitiba vendedores ambulantes que antes vendiam frutas diversas e agora apostam no pinhão. Acessível e de consumo prático, ele representa hoje uma das tradições curitibanas, especialmente no inverno, época em que é disponível no comércio local. A semente, já incorporada à mesa de vários curitibanos, é prática e serve de petisco e tempero para todas as horas. “Lá em casa tem pinhão quase todos os dias, é muito gostoso e fácil de preparar. Fora que não é caro nem difícil de encontrar”, declara Neide Aparecida cozinheira e dona de um estabelecimento gastronômico em Colombo (Região Metropolitana de Curitiba).

Receita do Entrevero

Ingredientes:

1/2kg de alcatra, cortada em cubos
1/2kg de carne de porco, cortada em cubos
1/2kg de lingüiça
100g de bacon em cubos pequenos
1/2kg de pinhão cozinho cortado ao meio
2 cebolas picadas
8 dentes de alho picados
1pimentão verde e 1 vermelho, em cubos
1 cenoura em rodelas
3tomates em cubo
Óleo
Salsinha
Sal a gosto

Modo de preparo:

Refogar as carnes pouco a pouco. Em outra panela refogar o bacon com um pouco de óleo, juntar os pimentões e o alho até dourar. Depois misturar à carne, o pinhão e o tomate. Misture e adiciona sal e salsinha por cima. Sirva com arroz branco.

Apesar de já muito arraigado à cultura paranaense, o consumo do pinhão não é exclusivo desta região. Hedras Graff, 19, natural de Canoinhas-SC, afirma que o pinhão é forte tradição também em Santa Catarina, especialmente no interior. “A Festa do Pinhão que ocorre todos os anos é uma das cinco mais conceituadas, disputa até com a Oktoberfest”, declara. Além gostoso e de fácil acesso, o pinhão não pesa no bolso do consumidor. Entre mercados e vendedores de rua o quilo do quitute pode sair em torno de dois a três reais e cinqüenta centavos. Contudo, a tradição curitibana do pinhão só é concreta quando pais e filhos saem para catar as sementes que se espalham pelas ruas da cidade. “É muito bom poder sair com os filhos para procurar e catar pinhão. Além de aproximar a família, terminamos o dia com uma panelada de pinhão pra comer vendo TV”, declara o economista Walter Cordeiro dos Santos.

Entre as diversas formas de preparo da semente as mais comuns são o pinhão cozido, tostado e o entrevero (comida típica que enfeita as festas juninas cidade). “Além das receitas tradicionais também se pode ousar nos preparos. A receita mais recente que tivemos foi a substituição do champignon do strogonoff por pinhão cortadinho. A clientela aprovou, demos até o nome de Strogonoff com ChamPINHÃO”, conta Neide. Entre os muitos benefícios, o pinhão ainda auxilia na saúde do consumidor. Além de ser fonte de carboidratos, cálcio e vitamina E, ele ajuda na prevenção de câncer, controle de diabetes e colesterol e age contra fadiga muscular (câimbra). “O preparo mais indicado para conservar melhor os nutrientes do pinhão é aquele que não utiliza água, pois a semente possui vitamina E que ao entrar em contado com a água se dissolve, é hidrossolúvel”, alerta a nutricionista Alexandra Nadolny que revela gostar da iguaria em qualquer tipo de preparo.

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17 Maio, 2009 - 20:15

Curitibanidade | Subtropical úmido só na teoria

Enviado por Helen Anacleto em 17 Maio, 2009 - 20:15.
Como os curitibanos se previnem diante da instabilidade climática da cidade
Por Carolina Goetten

As condições climáticas de um determinado local estão, constantemente, sujeitas a variações, já que os próprios fatores que determinam o tempo são variáveis – temperatura, índices pluviométricos, direção dos ventos e outros fatores climáticos sofrem mudanças ao longo de um dia. No entanto, as intensas variações meteorológicas de Curitiba estão longe de ser um fator ocasional a que qualquer cidade está sujeita. Não raro, os curitibanos presenciam a ocorrência de todas as estações do ano em apenas um único dia; as mudanças no ambiente atmosférico são tão frequentes que fazem parte do próprio clima da cidade, definido como "Subtropical Úmido" na classificação da Geografia e "Loucura Instável" na classificação dos curitibanos.

Para a estudante universitária Clarice Barancelli, o clima curitibano exige que seus habitantes saiam de casa permanentemente prevenidos e, às vezes, a pressa impede que essas precauções sejam tomadas. “A instabilidade do tempo torna a vida difícil e expõe a população a resfriados e doenças respiratórias”, acredita. Para Clarice, Curitiba é uma cidade agitada e dinâmica e nem sempre as pessoas se lembram de levar consigo agasalhos ou guarda-chuvas antes de sair de casa. “Talvez por isso o curitibano tenha fama de turrão. Como é possível manter o bom-humor com um clima desses?”, questiona.

Quem mora aqui há muito tempo já está acostumado com a instabilidade das condições meteorológicas, mas quem chega de repente sofre com o choque ambiental. A dona de casa Zenaide Peron morou no Estado do Mato Grosso por mais de vinte anos antes de se mudar para Curitiba. Ela conta que, quando veio para cá, já havia sido avisada de que sentiria as mudanças no clima, mas achou que se tratava de algo sutil, como uma chuvinha no fim de uma longa tarde de sol. “Assim que cheguei , já vivenciei quase todas as experiências climáticas num só dia. Amanheceu nublado, choveu, subiu a temperatura, parou de chover, esfriou. Só faltava nevar”, revela Zenaide. Após sete anos morando aqui, acabou se acostumando com a instabilidade meteorológica. “Agora que estou me mudando para Santa Catarina, vai ser estranho sair de casa em dia de sol sem precisar carregar guarda-chuva ou um casaco para mais tarde”, explica.

Curitiba entra nos domínios territoriais afetados pelo clima Subtropical Úmido, que se caracteriza pela ocorrência de chuvas bem distribuídas em todos os meses do ano e temperaturas baixas no inverno e amenas no verão. Essa classificação, entretanto, desconsidera os constantes e intensos fatores que levam à variação das condições climáticas de um típico dia curitibano. Segundo Ederzina de Lima, que trabalhou durante 32 anos como meteorologista do Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná), a previsão do tempo em Curitiba era extremamente difícil devido à inconstância climática. “Acertar as condições ambientais do dia seguinte era como apostar na loteria: apesar dos estudos, dependíamos muito da sorte”, afirma Ederzina.

A professora de Climatologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Inês Moresco, explica que o domínio climático da cidade é caracterizado por baixas temperaturas, no amanhecer, durante as estações do outono e primavera, que não necessariamente permanecem no decorrer do dia. A região sul se encontra numa zona de transição climática e sob o domínio da massa polar atlântica e, quando o céu está limpo, há grande entrada de energia solar. “Aí, as temperaturas aumentam e nós viramos cebolas, descascando os agasalhos”, explica. É no outono e na primavera que ocorrem as mais drásticas variações meteorológicas e estas condições, segundo a professora, obrigam os habitantes a terem um guarda-roupa sazonalmente adaptado.

Há quem faça da incômoda situação climática um benefício pessoal. O vendedor ambulante Ernesto de Souza aproveita as súbitas chuvas da cidade para vender guarda-chuvas aos passantes desprevenidos. “Quando começa a chover de repente eu tiro da bolsa meu estoque de guarda-chuvas e eles vendem como água”, conta. Ernesto é apenas um dos vários comerciantes que se aproveitam da situação. A química Tiélidy Morais conta que já chegou a presenciar um aumento nos preços das sombrinhas num mesmo estabelecimento só porque começou a chover. “Eu entrei um dia numa loja a caminho do trabalho para ver o preço do guarda-chuva e não comprei. No outro, estava chovendo e, mais ou menos no mesmo horário, entrei naquela loja para comprar o mesmo guarda-chuva e ele estava R$3,00 mais caro do que no dia anterior”, revela.

Bom ou ruim, o clima inconstante da cidade é mais uma das suas muitas peculiaridades que compõem um pacote de indubitável “curitibanidade”. A classificação climática é incerta, mas as particularidades curitibanas conferem à cidade uma aura, no mínimo, charmosa.

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10 Maio, 2009 - 13:35

Curitibanidade | Um jeito moderno de fazer turismo em Curitiba

Enviado por Marina Feldman em 10 Maio, 2009 - 13:35.
Curitiba oferece aos visitantes um city tour de Primeiro Mundo, com ônibus de dois andares e explicações turisticas trilíngues.
Os curitibanos mais atentos já devem ter notado que um novo ônibus circulando pelas ruas da cidade. Na verdade, os mais distraídos também, pois se trata de

um ônibus bastante festivo: verde-limão, de dois andares, que vive cheio de turistas. A famosa Linha Turismo não é uma invenção curitibana, mas é, sem duvida, um sucesso na cidade. Se a antiga jardineira já atraia muita gente, o novo modelo de ônibus garante lotação nos feriados e a presença de alguns aventureiros até mesmo nos dias de chuva.

Os novos ônibus da Linha Turismo, que estão em circulação desde novembro do ano passado, contam com um segundo andar aberto de onde se tem uma visão privilegiada dos principais pontos turísticos da cidade. Atualmente, circulam 5 ônibus de dois andares na cidade, equipados com elevador para para embarque de deficientes físicos. As velhas jardineiras são utilizadas somente quando algum dos novos veículos está em manutenção, ou quando a demanda é muito grande nos feriados. Os visitantes parecem bem satisfeitos com a nova opção oferecida pela prefeitura municipal. A média anual da linha é de 257.458 passageiros e, somente no mês de janeiro, circularam 66.178 passageiros. A brasiliense, Vanilza de Alburquerque, aposentada, andou nesse tipo de ônibus na Áustria e afirma que o de Curitiba está à altura dos europeus. “Ele leva aonde queremos ir. Além disso, a cidade colabora em termos turísticos. Já tínhamos ouvido falar muito de Curitiba, mas está servindo pra ratificar”. Os visitantes estrangeiros também parecem satisfeitos. “O homem que vendia os tickets não sabia falar inglês, o que dificultou um pouco. Mas, de resto, está no mesmo nível que os passeios que fizemos em Nova Iorque, Barcelona e Londres”, afirmou o norueguês Sigurd. Ele e um colega vieram a Curitiba a negócios e acharam que ônibus seria a melhor forma de conhecer a cidade no pouco tempo livre que tinham. A questão da língua foi contornada pela gravação tocada no alto-falante a cada estação. Tanto a gravação quando o panfleto explicativo estão em portugês, espanhol e Inglês.

O arquiteto Hemetério também ficou atraído pela praticidade do meio. “É uma forma rápida, segura, divertida e prática de conhecer a cidade”. Ele veio de Fortaleza para assistir ao show da banda de rock Oasis e, como tinha algumas horas livres, foi fazer o passeio para relaxar.

Dor de cabeça para quem trabalha

São muitos os elogios do público que circula nos novos ônibus, mas nem todos estão satisfeitos. Nelson dos Santos Saldinha, cobrador de ônibus, afirma que trabalha na Linha Turismo por falta de opção. Segundo Saldinha, os novos ônibus de dois andares são ótimos para os turistas e para a empresa de ônibus, mas nem tanto para os cobradores. Saldinha prefere trabalhar nas jardineiras que restam. Os antigos ônibus da linha turismo, apesar de restarem poucos, ainda circulam quando algum dos veículos novos está quebrado. Quando isso acontece, poucos turistas querem circular na jardineira, esperando, muitas vezes, pelo próximo ônibus. Se o próximo ônibus for um dos de dois andares, a lotação é garantida. Na ultima sexta feira, durante o feriado do Dia do Trabalho, Saldinha vendeu 537 passagens. Entretanto, tanta movimentação significa mais trabalho. “É proibido ficar de pé no segundo andar, mas algumas pessoas insistem e, às vezes, temos que subir lá para chamar a atenção”. Outra dificuldade para o cobrador é lidar com os turistas estrangeiros, pois não fala inglês. Afirma também que não é o único que não gosta de trabalhar na linha. Muitos cobradores pedem para mudar para outras linhas, devido aos horários, a falta de intervalos e o trabalho de controlar o que acontece no deck. Nem por isso o cobrador perde o bom humor — segue recepcionando com simpatia os turistas que chegam para mais um dia de passeio.

Serviço:

Locais de Embarque: Praça Tiradentes, Rua das Flores, Rua 24 horas, Centro de Convenções, Museu Ferroviário, Teatro Paiol, Jardim Botânico, Estação Rodoferroviária, Teatro Guairá/Universidade Federal do Paraná, Passeio Público, Centro Cívico, Museu Oscar Niemeyer, Bosque do Papa, Bosque Alemão, Universidade Livre do Meio Ambiente, Parque São Lourenço, Ópera de Arame, Parque Tanguá, Parque Tinguí, Memorial Ucraniano, Portal Italiano, Santa Felicidade, Parque Barigui, Torre Panorâmica, Setor Histórico.

Funcionamento: De terça a domingo, das 9h00 as 17h30.

Preço: R$20,00 a cartela com 5 tickets, que dá direito à 1 embarque e 4 reembarques.

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5 Maio, 2009 - 15:41

Curitibanidade | Cachorro-quente é o lanche preferido da maioria dos curitibanos

Enviado por Luciane Leopold... em 5 Maio, 2009 - 15:41.
A grande procura por esse lanche mostra que a praticidade e a diversidade de suas formas de montagem e sabores o tornaram o pref
Por Luciane Leopoldino Cordeiro

Há pessoas que preferem sem cebola, sem catupiry e sem maionese, outras querem que ele tenha tudo o que possam imaginar. Pois é, o cachorro-quente é tão prático e barato, o preço em média é de R$2,50 à R$9,00, que conquistou a população e as noites curitibanas. Carrinhos dessa tradicional comida podem ser encontrados nas mais diversas ruas da cidade rodeados por gulosos degustadores do lanche.

Paulo Cezar Strlski, dono do carrinho de cachorro-quente Billdog há 17 anos, localizado no bairro Alto da Glória, comenta que atinge públicos variados, de crianças a idosos. “Tenho dois tipos de público: até a meia-noite, famílias inteiras vem apreciar o meu cachorro-quente, e depois desse horário são os jovens, os ditos baladeiros, os meus clientes.”. O cachorro-quente Billdog funciona todas as noites, de domingo a domingo; emprega uma pessoa e atende cerca de dez mil pessoas por mês, representando bem o gosto do curitibano por comidas saborosas e rápidas.

Para o estudante Luiz Henrique Nunes Batalhão ter um lugar que vende esse lanche perto da sua casa facilita e muito sua vida: “Eu sou frequentador assíduo do Billdog, porque ele é na esquina da minha casa e o cachorro-quente é barato e delicioso.”. Ele afirma ainda que não acha um sanduíche tão saboroso em outro lugar, e que o melhor horário para comer é de madrugada, quando volta de uma festa ou de um bar.

O lanche tem conquistado tantas pessoas que a rede de lanches Au Au, que na década de 80 vendia o lanche em carrinhos localizados nas praças ou em lugares movimentados da cidade, hoje possui dez lojas modernas e funcionais em diversos pontos da capital. Hoje, a Au Au, vai além: a partir da simplicidade do hot-dog, conquistou um público que vai também em busca de saladas de vários tipos,sorvetes, panquecas e sobremesas variadas, com destaque para o browne com calda de chocolate, considerado por muita gente o melhor da cidade.

Um pouco de história..

Existem três teorias sobre o surgimento desse peculiar sanduíche no mundo.A primeira e a mais conhecida é a de um açougueiro de Frankfurt, na Alemanha. Em 1852, ele resolveu batizar as salsichas que fabricava com o nome de seu cachorro bassê. A segunda envolve um imigrante também alemão, Charles Feltman, que levou esse tipo de salsicha para os Estados Unidos, em 1880. Lá, criou um sanduíche quente com pão, salsicha e molhos. E a última em 1904, leva à cidade de Saint Louis, nos Estados Unidos,onde um vendedor de salsichas quentes criou uma maneira de seus fregueses não queimarem as mãos: a quem comprasse suas salsichas, ele oferecia luvas de algodão limpíssimas. Só que os clientes esqueciam de devolvê-las e ele acabava tendo prejuízo. Seu cunhado, que era padeiro, sugeriu que o salsicheiro pusesse as luvas de lado e começasse a usar pães.

Mas é em 1926, que o hot-dog americano vira “cachorro-quente” e invade o Brasil, sendo vendido em salas de cinema de São Paulo.

Hoje há várias receitas de molhos e complementos que podem ser agregados aos hot dogs, como frango, bacon, calabreza, milho, ervilha, queijo cheddar e catupiry, maionese e catchup. Uma variedade de ingredientes que deixam um toque pessoal e todo especial no cachorro-quente de cada um. E você como gosta do seu cachorro-quente?

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